“DESMATAMENTO E BIODIVERSIDADE: EM BUSCA DO RACIONALISMO AMBIENTAL E CULTURAL.”
Lucas Campos Crisostomo¹, Rodolfo Gomes Araujo1; Sandra Maria Gomes de Azevedo2
¹ Colégio Estadual Deodato Linhares
² FAETEC CVT- Miracema
Um dos grandes problemas que o homem vem enfrentando nas últimas décadas é o desmatamento. A ganância de uma minoria faz com que os recursos naturais se tornem cada vez mais escassos e isso ameaça diversas formas de vida no planeta. As florestas vêm perdendo cada vez mais espaço e vão sendo dizimadas aos poucos, diversas espécies perderam seu habitat natural e são obrigadas a disputar espaço com o homem dentro das cidades. Segundo Genebaldo Freire Dias (2002) “O ambiente, em vez de ser visto como fonte de vida, era visto apenas como recurso a ser explorado cada vez mais intensamente.” A exploração descontrolada dos recursos naturais traz sérios problemas como alterações climáticas e perdas irreparáveis para a biodiversidade genética de diversos ecossistemas. Várias atividades essenciais para a manutenção da vida humana estão ligadas ao desmatamento; a agricultura e a pecuária são exemplos dessa afirmativa, afinal, seria inviável economicamente falando, proibir esses tipos de atividades que são tão lucrativas para nossa economia. Mas é possível conciliar o investimento agropecuário com a preservação ambiental? A resposta é sim, e um exemplo disso é a Fazenda Santa Inês, situada na zona rural de Paraíso do Tobias, distrito de Miracema, que tem uma enorme importância cultural, pois mantém em sua arquitetura, traços do Brasil do século XIX, um período em que nossa economia era regida pelos grandes cafeeiros. Além dos ideais de preservação cultural, o advogado e proprietário da fazenda, Dr. Roberto Monteiro Coimbra Lopes herdou do pai, o Capitão Antônio Ventura Lopes, os ideais de preservação ambiental e mantêm em seus quase 1000 hectares de fazenda, diversas espécies de plantas e animais. Durante nossas visitações a fazenda, pudemos perceber que é possível conciliar preservação ambiental com atividades agropecuárias, desde que o proprietário use suas terras de forma racional e ética. Convém ressaltar que o nosso trabalho identifica espaços e ações ambientais, estabelecendo um contraponto entre o real e o possível.


Nenhum comentário:
Postar um comentário